segunda-feira, 8 de setembro de 2014


Paixão Maldita

Eu vejo em você
A escuridão em seus olhos
A escuridão em sua mente.

Buscando pelos teus monstros
Buscando por existência,
O segredo do êxtase.

Eternamente amaldiçoado
Nesse seu prazer desvairado
Em sua insanidade
Em sua vaidade.

                                                                         Lúcio Alves

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O patriotismo é a verdadeira arma do crescimento de uma nação.

                                                                         Lúcio Alves

sexta-feira, 11 de julho de 2014


Fatal

Com certeza, é um problema fatal,
Um problema que me destrói inexoravelmente por dentro.
Que turva todos os meus sonhos e meus objetivos.
Que corroí,
aos poucos,
as minhas destrezas fisgadas no rio da sabedoria pré-vida.

A porra desse problema,
A porra de um demônio que comanda meu cérebro da maneira mais ruim e nefasta possível.
E que me arranca,
desenfreadamente,
tudo.

Sugando-me o ar da vida...

Sugando-me
até o último suspiro.

                                                                         Lúcio Alves

domingo, 22 de junho de 2014


Em uma Jaula de Tigres

Você está numa jaula de tigres
Perigosos e muito assustadores.

Você está enlouquecendo
Você está lucidamente louco.

Os tigres olham pra você
E isso parece fatal a você.

Parece que, a qualquer momento,
Eles irão rasgar-lhe e arrancar tudo de você.

Pois um tigre sente somente raiva
Somente raiva de você.

E você, tão assustado, se isola
Para os tigres não atacarem você.

Será que você não vê isso?
Será que você não vê isso?

Que os tigres não querem nada de você.
Não querem nada de você.

                                                                         Lúcio Alves

sexta-feira, 6 de junho de 2014


Chuva de Fevereiro

Cinco horas da tarde
De uma tarde de agouros.

Saí das aulas da Maristela,
E, lá fora, chovia,
Como nunca antes choveu,
Chovia como um prelúdio
Como um prelúdio.

Passei, então, pela chuva,
Mais fria da minha vida.

Para fora da minha janela
Chovia...
E para sempre choveu.
Naquela tarde,
Choveu,
Em fevereiro.

                                                                         Lúcio Alves

domingo, 1 de junho de 2014

Puxei-lhe o tronco ao meu. Sua boca foi logo na minha, e aquela boca foi uma das coisas mais gostosas que já experimentei. Juntos e sós, éramos dois homens domados pelo tesão do outro, pelo mistério intenso e libido que a paixão nos reserva. Sua mão passava-me pelo rosto e, a outra, nos ombros. Eu, por vez, agarrava sua cintura e pressionava-lhe na minha. Seu tronco era ouro ao meu tato, enquanto suas mãos moviam-se decididas sobre minha pele. 
Eu sentia que podia ficar o dia todo naquele momento com ele. Eram muitas das partes do seu corpo que eu queria acariciar, apertar, flertar; suas mãos banhavam-se direto pelos meus ombros e costas, um carinho muito sincero e ardente, como se dissessem que eu era dele; um sonho, uma conquista, uma vitória, dele. Sua boca não se cansava da minha, sua língua feito 
labareda daquela chama infernal que ardia dentro do seu corpo. 
Por deus, aquele moleque era um tesão. Um macho que se agarrava em mim perdidamente, colocando em choque à realidade de toda uma fantasia acorrentada no âmago
 da ânsia humana; e com as correntes quebradas, libertara seus demônios completamente desvairados a me devorar, demônios a devorar um anjo com sua luxúria insaciável. 
Tirei-te a camisa, e ele
 tirou a minha. Ficamos ensandecidos naquele seminu masculino, naquela paixão homossexual se despindo. Ele conchegava-se para trás, e eu, deitando-me nele, interagia cada vez mais cada músculo dos nossos corpos joviais. Tirei-lhe a calça, que, puta que pariu, estava morrendo de tesão para fazer aquilo. Suas pernas eram perfeitas: musculosas, cheias, bem desenhadas, coxas volumosas, e minha mão sentiu um troféu de milhões, senão, bilhões de dólares em seu poder.
Deixamos nossos sexos expostos, com aquela testosterona explodindo em libido dentro de nossos corpos.
 Caralho, aquela carne penetrava na minha sem misericórdia, sem se importar com qualquer receio de dor minha, pois um sôfrego dominava-o efusivo de paixão e malícia. Pecávamos voluptuosamente, incondicionalmente; pois tudo que aqueles machos queriam sentir, era a extremidade do prazer e da satisfação.
Realmente, era o inferno da luxúria levando a supremacia do êxtase àqueles dois corpos viris. Suas mãos eram lascivas e amorosas, exacerbando aquele 
prazer quase que insuportável entre a gente. Suas coxas, meu deus, suas coxas roçando nas minhas. Seus lábios várias vezes vinham aos meus; mostrando, além daquele ordinário e soturno tesão, um carinho e amor por mim. Aquele filha da puta me arregaçava, sendo que aqueles olhos penetravam-me quase tão intensamente quanto sua cúpula. Osculávamos e gemíamos, ele mais baixo, e eu um pouco mais alto; pois tinha que soltar, de alguma forma, aquela ardência que me queimava a alma e o coração. E eu o olhava... olhava, aquele moleque travesso, aquele macho desejoso, aquele demônio sexual ofegando.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



Versos Desvairados

Uma dúbia inevitável
chegou de viagem
levando-me a vida.

Levou-me o romance
o nexo e o inexo
restando nestes versos
totalmente desvairados
um passado jamais passado
um passado jamais passado.

                                                                         Lúcio Alves

quarta-feira, 28 de novembro de 2012



A Rainha Vermelha


Avante, meus guerreiros!
Partiremos para a batalha da vida
Avante!

Deixemos a rainha vermelha
Rainha pelo equilíbrio
Vermelha devido as emoções
Avante, guerreiros!
Guerreiros ainda sem um coração.

Guerreiros outrora reinados
Pelas palavras da rainha
Reinados por poesia e talento
Guerreiros agora
Vitoriosos serão!

Avante, guerreiros da rainha
Cujo nome dela
é Maristela.

                                                                         Lúcio Alves

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O sono é um ato de ensaio à morte.

                                                                         Lúcio Alves

terça-feira, 23 de outubro de 2012



A Sentença

Aprisionaram-me neste cubículo lúgubre
Nesse cubículo lúgubre.

Acorrentado pelos sequazes da solidão
Minha vida entorpece.

Paixão sangrenta
Estoico atômico
Anseio mortífero
A sentença.

(a poesia está morta)

                                                                         Lúcio Alves