quinta-feira, 20 de dezembro de 2012



Versos Desvairados

Uma dúbia inevitável
chegou de viagem
levando-me a vida.

Levou-me o romance
o nexo e o inexo
restando nestes versos
totalmente desvairados
um passado jamais passado
um passado jamais passado.

                                                                         Danilo Oliveira

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O sono é um ato de ensaio à morte.

                                                                         Danilo Oliveira

quarta-feira, 28 de novembro de 2012



A Rainha Vermelha


Avante, meus guerreiros!
Partiremos para a batalha da vida
Avante!

Deixemos a rainha vermelha
Rainha pelo equilíbrio
Vermelha devido as emoções
Avante, guerreiros!
Guerreiros ainda sem um coração.

Guerreiros outrora reinados
Pelas palavras da rainha
Reinados por poesia e talento
Guerreiros agora
Vitoriosos serão!

Avante, guerreiros da rainha
Cujo nome dela
é Maristela.

                                                                         Danilo Oliveira

terça-feira, 23 de outubro de 2012



A Sentença

Aprisionaram-me neste cubículo lúgubre
Nesse cubículo lúgubre.

Acorrentado pelos sequazes da solidão
Minha vida entorpece.

Paixão sangrenta
Estoico atômico
Anseio mortífero
A sentença.

(a poesia está morta)

                                                                         Danilo Oliveira

domingo, 16 de setembro de 2012

Fantasia da Paixão Negra

I






Noite Inescrupulosa

Confesso-te, ó lua erguida
Ao que meus olhos exasperam
Ser a perfeição do meu Amor.

Um nimbo tão somente forra
Todas estrelas de escárnio
Tidas a mim como desígnio.

Pelas lamúrias de um delírio!
De um jazido tom de carmim
Um tão somente corrompido
Coração jamais entendido.

Nesse profundo mar negro
A fundo em meus desejos
Afogar-me-ei, sem pressa...
Assim, ó paixão perversa.

                                                                         Danilo Oliveira

quarta-feira, 22 de agosto de 2012



Confiança

Nula.

Eu sou o tácito
A própria experiência
A vida e sua ciência.

Eu sou o dilema
 O fim da dúbia
E da consequência.

Eu sou os restos
Do tão apanhado
Dilacerado.

Eu sou a sensação
Do tolo coração
A toda dita decisão.

Isto é...

Confiança?

                                                                         Danilo Oliveira

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O olhar é a beleza mais nobre do homem.

                                                                         Danilo Oliveira

domingo, 19 de agosto de 2012



Calhas de Infância

Para uma época onde nunca chovia...

Eram lágrimas do céu,
 que entristecia.

Era a lua seguindo-me,
 pelo calçadão.

As estrelas cabendo-me,
 na palma da mão!

                                                                         Danilo Oliveira

terça-feira, 31 de julho de 2012



Vésperas de Inverno

Eram nas vésperas de inverno
Onde a neve caia-me carmim
A neve caindo nos meus lábios
Amanheceu o amor em mim
O amor, a afeição, a paixão...
E depois de tudo, a solidão.

                                                                         Danilo Oliveira