domingo, 16 de setembro de 2012




Noite Inescrupulosa

Confesso-te, ó lua erguida
Ao que meus olhos exasperam
Ser a perfeição do meu Amor.

Um nimbo tão somente forra
Todas estrelas de escárnio
Tidas a mim como desígnio.

Pelas lamúrias de um delírio!
De um jazido tom de carmim
Um tão somente corrompido
Coração jamais entendido.

Nesse profundo mar negro
No fundo dos meus desejos
Afogar-me-ei sem pressa...
Assim, ó paixão perversa.

                                                                         Lúcio Alves

quarta-feira, 22 de agosto de 2012



Confiança

Eu sou o tácito
A própria experiência
A vida e sua ciência.

Eu sou o dilema
 O fim da dúbia
E da consequência.

Eu sou os restos
Do tão apanhado
Dilacerado.

Eu sou a sensação
Do tolo coração
A toda dita decisão.

Eu sou...

A confiança?

                                                                         Lúcio Alves

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O olhar é a beleza mais nobre do homem.

                                                                         Lúcio Alves

domingo, 19 de agosto de 2012



Calhas de Infância

Para uma época onde nunca chovia...

Eram lágrimas do céu,
 que entristecia.

Era a lua seguindo-me,
 pelo calçadão.

As estrelas cabendo-me,
 na palma da mão!

                                                                         Lúcio Alves

terça-feira, 31 de julho de 2012



Vésperas de Inverno

Era véspera de inverno
Onde a neve caia-me carmim
A neve caindo nos meus lábios
Amanheceu o amor em mim
O amor, a afeição, a paixão...
E depois de tudo, a solidão.

                                                                         Lúcio Alves

quarta-feira, 11 de julho de 2012



Antídoto

O amor é um veneno
Veneno que virou mania
Espalha-se feito epidemia:
eu preciso de um antídoto.

Meu devaneio está desnorteado
Desnorteado por uma fantasia
Na noite que me cai sombria:
eu preciso de um antídoto.

Energize-me com teus abraços
Cura-me com o teu beijo...

Eu preciso de um antídoto...

Meu antídoto é você.

                                                                         Lúcio Alves

domingo, 10 de junho de 2012



Sonhos e Ironia

Durante os meus sonhos
Pelas calhas da imaginação
Eu caminhava em harmonia
Até que tudo se tornou ironia.

As marés de aconchego,
viraram um sôfrego
A companheira areia,
isolou-se feito deserto
A noite amena,
tornou-se gélida
O platino estrelar,
ficou-se estúpido
E o reluzente luar,
passou a ser soturno.

Meu céu empalideceu
Meu sonho desvaneceu
A um pesadelo,
À realidade.

                                                                         Lúcio Alves

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ser criança é como viver na arte de um circo, onde todo o sentido da vida é concentrado num ciclo de alegria.

                                                                         Lúcio Alves

sábado, 2 de junho de 2012




As Pessoas

Neste entulho
há de tudo
mas nada
de confiança.

É tanto escárnio
em verdade alheia
desvanece na areia
maré de mentiras.

Sonho sempre
por companhia
mas só aparece
monotonia.

As pessoas
vem e não veem
que vão...
em vão.

                                                                         Lúcio Alves

segunda-feira, 14 de maio de 2012



Para Tudo Aquilo que se Foi

Para uma infância que acabou...
Brinca na memória, sorrisos sem malícia
eterna nostalgia
felicidade imprecisa.

Para um amor que terminou...
Um perpétuo Mozart dentro de ti
passado agridoce
coração dilacerado.

Para um pertence que se perdeu...
Anos a conquistar, segundos a desmoronar
tristeza insaciável
desgraça sarcástica.

Para uma pessoa que se foi...
Para uma pessoa que, um dia, nos deixou...
não há palavras para expressar
não há palavras para expressar.

                                                                         Lúcio Alves